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Ao lado de Aécio, Serra faz nova investida em Minas

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Portal Terra

BELO HORIZONTE - O pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto, José Serra (PSDB), volta a investir em suas andanças por solo mineiro. Na próxima segunda-feira, ao lado do ex-governador Aécio Neves, Serra vai a Montes Claros, cidade considerada estratégica no Norte do estado.

A visita acontece às vésperas da convenção nacional do PSDB - no dia 12, em Salvador - que irá sacramentar o nome do tucano para a corrida presidencial. A investida por Minas tem como principal meta colar o nome de Serra ao de Aécio Neves, seu principal cabo eleitoral em Minas.

O presidente estadual do PSDB, deputado Nárcio Rodrigues, admite que a escolha pelo Norte do estado foi estratégica. A meta da campanha de Serra é intensificar a presença do candidato numa das regiões mais importantes de Minas. E o discurso para o eleitorado já está pronto: "ninguém fez tanto para o semi-árido do estado quanto o Aécio. Se ganharmos lá com o Serra e o governador (Antonio) Anastasia (candidato à reeleição) vamos intensificar nossas ações na região", diz Rodrigues.

A investida também irá marcar o início da peregrinação de Aécio ao lado de Serra não só em Minas, mas em todo o Brasil. "Queremos fazer, a partir de Minas, a grande virada e consolidar a candidatura de Serra e Anastasia. Para a vitória, é importante estarmos integrados e unidos", diz o dirigente do PSDB.

Já no dia 21, o foco é a cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, onde os três candidatos vão discutir o agronegócio. A convenção estadual dos tucanos mineiros para referendar a candidatura de Anastasia acontece pouco depois, no dia 27 de junho.

Apesar de os tucanos não admitirem, a campanha do governador mineiro comemora o imbróglio em que se transformou a escolha do candidato da coligação PT/PMDB ao governo de Minas. Os aliados se digladiam para escolher entre Hélio Costa (PMDB) e Fernando Pimentel (PT). Anastasia cresce pouco nas pesquisas, mas o movimento é de ascensão há meses.

Nárcio Rodrigues analisa que "há uma manobra nacional para Hélio Costa ser o candidato, mas enfrenta resistência da base do PT. Há um conflito de estratégia", afirma, para depois alfinetar: "o que se teme ali é que a aliança vire um casamento de delegacia que não resulte em amor durante a campanha. Aí depois vão ter que recolher os cacos".

Sobre a briga entre os apoiadores de Anastasia pela vaga de vice-governador, o momento é de expectativa, segundo Rodrigues. A decisão só será tomada após a escolha do vice de Serra. A intenção é respeitar o equilíbrio de forças, já que, com a negativa de Aécio Neves em ocupar o posto, o DEM voltou a cobrar espaço na aliança nacional. As negociações irão refletir em Minas, onde disputam espaço na vice de Anastasia o PP e o DEM.