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Deputado pede a MP investigação sobre viagens

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Luiz Orlando Carneiro, Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) requereu, quarta-feira, à vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, que o Ministério Público apure eventuais crimes eleitorais cometidos pela pré-candidata do PT à sucessão do presidente Lula, Dilma Rousseff, quando, ainda como chefe da Casa Civil, gastou mais de R$ 3 milhões em viagens e inaugurações, no período de setembro do ano passado a fevereiro do corrente.

Segundo o parlamentar, o vultoso e injustificável gasto da Presidência da República nesse período, aliado à evidente intensificação da agenda presidencial sempre na companhia da então ministra em eventos de inauguração, revelam indícios inequívocos de ilícitos eleitorais .

Entre as viagens destacadas por Jungmann está a realizada em 22 de janeiro, quando Lula e Dilma compareceram à inauguração da sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo. Ao julgar representação da oposição questionando o caráter eleitoral do evento, o Tribunal Superior Eleitoral multou o presidente em R$ 10 mil. A petição destaca também a multa de R$5 mil aplicada a Lula, em face do discurso que fez em fevereiro, na companhia de Dilma, na cerimônia de inauguração da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em Teófilo Otoni (MG).

O deputado oposicionista anexou à petição resposta a um requerimento da Câmara dos Deputados encaminhado à Casa Civil da Presidência da República, na qual o secretário de Administração daquela repartição informa que os gastos expendidos com as viagens da ex-ministra, no período em causa, totalizaram R$ 3.052.870,94.

O PPS informou também que o mesmo deputado protocolou, na Procuradoria-Geral da República, pedido de investigação do núcleo central da campanha de Dilma Rousseff, sob a acusação de ter elaborado um suposto dossiê contra o pré-candidato José Serra (PSDB), que teria como alvo Verônica Serra, filha do ex-governador paulista. O principal acusado seria o jornalista e consultor Luiz Lanzetta.

Não estamos aqui fazendo a defesa de Serra disse Raul Jungmann. A apuração desse caso não é essencial apenas para ele, mas para as eleições.

O PT repudiou veementemente quarta-feira insinuações feitas por Serra a respeito da existência do suposto dossiê.