Presa mulher que passou 340 trotes para a PM em 4 horas

Chico Siqueira, Portal Terra

ARAÇATUBA - Uma mulher foi detida nesta segunda-feira pela Polícia Militar de São José do Rio Preto, a 440 km de São Paulo, depois de passar 340 trotes em quatro horas para o telefone de emergência 190. Nas ligações, C.C.S., 25 anos, ameaçava, xingava e até cantava músicas sertanejas para os policiais que faziam o atendimento.

Os atendentes conseguiram mantê-la em uma ligação por 10 minutos e uma viatura foi acionada. Ela foi presa no cruzamento da avenida Murchid Homsi com a rua José Bonifácio, na região central da cidade.

"Quando os policiais chegaram, ela ainda estava falando no telefone. Temos como descobrir de onde as ligações são feitas", disse o capitão da PM Nedson Nobre.

A acusada negou que tivesse feito as ligações, mas os policiais que participaram da ocorrência confirmaram. Ela foi autuada e deverá responder por crimes de falsa comunicação de emergência e perturbação de sossego. Depois de prestar depoimento, C.C.S foi liberada.

De acordo com Nobre, o serviço de 190 da PM de Rio Preto atende uma média de 2 mil ligações por dia, sendo que 10% são trotes. "Em 21 anos de profissão nunca vi alguém passar tantos trotes, ainda mais em tão pouco tempo", disse.

Na Polícia Civil tramitam três inquéritos contra pessoas flagradas passando trotes para a PM. Uma delas fez 135 ligações, outra 97 e a terceira 89. "Pela manhã quem passam os trotes são crianças de 4 a 6 anos de idade; à tarde são pré-adolescentes de até 12 anos, e à noite, bêbados, drogados e portadores de doenças mentais", disse.

Mais trotes

Na manhã desta segunda-feira, a PM deteve outra mulher, que durante a manhã efetuou 110 trotes para o 190, mas se trata de uma portadora de doença mental que fez as ligações de um orelhão localizado na praça Rui Barbosa, a principal do centro da cidade. Os atendentes seguraram a mulher na linha até que os policiais chegassem ao local.

A cidade amanheceu com ao menos quatro orelhões incendiados nesta segunda. Os telefones estavam localizados em dois bairros da cidade e foram destruídos por desconhecidos.