Arnoldo Santos, Portal Terra
MANAUS - O governo do Amazonas decretou luto oficial de três dias na rede pública de ensino, após a morte da secretária estadual de educação, Cinthia Régia Gomes do Livramento, 46 anos. Ela é uma das seis pessoas que morreram com a queda da aeronave Seneca, na tarde desta quarta-feira, em Manaus.
O avião partiu do Aeroclube de Manaus com destino ao município de Maués, 276 km da capital, mas caiu minutos depois no terreno da Escola Salesiana Dom Bosco, no bairro Zumbi, zona leste da cidade. Cinco passageiros e o comandante morreram carbonizados, segundo o Corpo de Bombeiros.
Testemunhas que viram o acidente disseram que o avião pegou fogo assim que bateu no chão. "Ele (avião) passou bem perto da minha casa, quando eu corri pra socorrer o avião começou a pegar fogo, deu tempo de pegar só uma bolsa. Os passageiros estavam desmaiado porque o avião deu de cara no chão. Eu ainda tentei puxar as pessoas, mas não deu mais tempo porque o avião começou a pegar fogo e explodiu..", disse uma testemunha.
No local do acidente, militares da Aeronáutica e funcionários da Defesa Civil do Estado isolaram a área. "O Ceripa (Centro Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) já foi informado e eles estão chegando para começar a perícia técnica", informou o Tenente Ferreira da defesa Civil.
A empresa Claiton Taxiaereo informou que o piloto do Seneca, Miguel Lepeco, tinha mais de 20 anos de experiência e descartou falha humana. "Tudo indica que ele (piloto) tentou desviar das residências pra tentar fazer um pouso de emergência e não afetar ninguém em terra. Por isso, eu digo que ele era muito experiente e se fosse alguma coisa que tivesse ao alcance dele pra resolver, ele teria resolvido. Eu confio totalmente na perícia do piloto", disse o proprietário da empresa, Claiton Sérgio.