Júri condena líder do PCC a 15 anos de prisão por homicídio

Portal Terra

SÃO PAULO - Depois de 10 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de São José do Rio Preto (SP), condenou o vendedor Elder Daude dos Santos Ferreira, 29 anos. Acusado de ser um dos líderes regionais da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), Ferreira foi condenado pelo juiz Caio Cesar Melusso, da 5ª Vara Criminal, que presidiu a sessão, a cumprir 15 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Willian Fracasso, morto com seis tiros em 10 dezembro de 2000, e a mais três meses por ter causado ferimentos numa terceira pessoa que estava na frente de um bar, no bairro Solo Sagrado, onde o crime ocorreu.

Fracasso foi morto porque teria denunciado a existência de um túnel que ligaria uma casa no bairro Eldorado ao antigo Cadeião de Rio Preto, por onde integrantes do PCC resgatariam detentos. De acordo com o promotor José Américo Ceron, a ordem para matá-lo partiu de dentro do cadeião e para fazer o serviço, Ferreira e mais três comparsas - entre eles dois ex-líderes regionais da facção - receberam 500 g de crack. "A informação foi nos passada por uma testemunha que participava da facção e que pediu proteção para não ser morto", disse Ceron, que atuou na acusação durante a sessão do júri.

Ferreira vai responder sozinho pelo crime porque os outros três acusados -todos pertencentes ao PCC - foram mortos, dois deles baleados em confrontos com a PM durante assaltos. A sentença prevê que a pena seja cumprida em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade, por se tratar de homicídio qualificado, no qual a vítima não teve qualquer chance de defesa. O acusado, que estava preso no regime semi-aberto, por crimes de roubo e tráfico, foi recolhido ao regime fechado na manhã desta quarta-feira.