Jornal do Brasil
BRASÍLIA - Principal pivô do esquema de corrupção que envolveu vários partidos no chamado mensalão, revelado em 2005, o publicitário mineiro Marcos Valério terá de devolver aos cofres do Banco do Brasil pelo menos R$ 37,6 milhões. A informação parte de laudo recente da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal.
O valor corresponde a dois contratos de propaganda entre a DNA, uma das agências de Valério, e o banco estatal. A perícia do Instituto Nacional de Criminalística, da PF, diz que foi improcedente o dinheiro recebido pela DNA Propaganda creditado como bônus de volume, no bordão do mercado publicitário. A bonificação é um pagamento feito por veículos de comunicação às agências de publicidade que cumprem metas de faturamento.
Os contratos do BB determinam que essas bonificações concedidas pelos fornecedores 10% a 30% do valor dos pagamentos sejam integralmente repassadas ao banco.
Defesa
Sexta-feira, o advogado de defesa de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, defendeu o cliente acusando o laudo de irresponsável. Disse que os peritos fizeram uma confusão proposital .
Primeiro, há um comprometimento do órgão e seus peritos com a fase anterior disse o advogado.
A polícia foi responsável pelo inquérito que resultou na ação penal ora em curso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Relator do caso, Barbosa pode se licenciar
O ministro Joaquim Barbosa, relator do inquérito do chamado mensalão, no Supremo Tribunal Federal, pode se licenciar do cargo por até quatro meses a partir de maio, contam interlocutores em Brasília. Isso pode adiar a tomada de depoimentos de testemunhas de acusação e defesa de todos os envolvidos.
Saúde
Barbosa tem problemas de coluna e faz tratamentos desde antes tomar posse no tribunal. Ele já se licenciou há dois anos. Barbosa estaria procurando um apartamento em São Paulo, onde deve continuar o tratamento.
O ministro abriu mão de assumir o comando do TSE este ano por causa do problema de saúde.