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Dilma: Lula deve participar de campanha nos fins de semana

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Agência Brasil

BRASÍLIA - No dia em que a Advocacia-Geral da União (AGU) lançou uma cartilha com orientações sobre condutas vedadas aos agentes públicos durante o período eleitoral, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do governo à disputa presidencial, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só deve participar de eventos da sua campanha nos horários livres e durante os finais de semana.

Na noite desta terça-feira, na chegada para um jantar com parlamentares e lideranças do PTB, em Brasília, Dilma tentou minimizar a presença de Lula em sua campanha e disse que a conduta dele após o dia 3 de abril, quando ela deve deixar o ministério, ainda não foi discutida.

"Não discutimos essa questão. Achamos que não é necessário", afirmou a ministra. "Não estamos valorizando muito isso. Estamos mais interessados em uma outra relação, com o presidente participando (da campanha) nos horários livres, nos finais de semana e em reuniões partidárias fechadas."

Dilma chegou ao encontro acompanhada do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, do deputado federal Antônio Palocci (SP) e do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, que devem integrar a coordenação de sua campanha.

Em relação ao possível apoio do PTB à sua candidatura, Dilma afirmou que não vê problemas na possibilidade de que apenas parte da sigla caminhe ao seu lado na disputa presidencial. O presidente do partido, o deputado cassado Roberto Jefferson, deve apoiar o candidato tucano José Serra, governador de São Paulo.

"Essa é uma reunião com o PTB que faz parte dos encontros com os partidos que integram a base aliada do governo e que a gente espera manter como sendo a base da candidatura presidencial", disse a ministra.

Já vice-presidente do PTB e vice-líder do governo no Congresso, senador Gim Argello (DF), disse que a maior parte do PTB, cerca de 15 diretórios estaduais, está a favor do apoio à candidatura de Dilma Rousseff. Segundo ele, durante o período eleitoral a legenda não deve selar aliança nacional para que os Estados fiquem livres para fechar acordos locais.

Além de representantes do PTB, também participaram do encontro político o presidente do Senado, José Sarney (AP), e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ambos do PMDB.