Portal Terra
SÃO PAULO - O proprietário do veículo utilizado na fuga após o assassinato do cartunista Glauco Villas Boas e do filho Raoni, se apresentou à polícia pouco antes das 17h deste domingo. Ele não era procurado e nem suspeito do crime e deve prestar depoimento na delegacia seccional de Osasco (SP) que cuida do caso.
Glauco e seu filho foram assassinados no início da madrugada de sexta na porta de casa, com quatro tiros cada um. O enterro de ambos ocorreu na manhã de sábado, no cemitério Gethsêmani Anhanguera, em São Paulo.
No sábado à noite, a polícia informou ter localizado o veículo que foi usado na fuga do suspeito de cometer o crime. De acordo com o canal de notícias GloboNews, os policiais investigam ainda a participação de um terceiro envolvido no crime.
De acordo com o advogado da família de Glauco, Ricardo Handro, os detalhes do crime são sórdidos. "Houve cenas terríveis, que estamos procurando poupar. A família ainda está em estado de choque", disse o advogado, que ainda descartou que o suspeito do crime seja próximo das vítimas. O cartunista era um dos líderes espirituais da Igreja Céu de Maria, que segue a filosofia do Santo Daime e tinha cultos próximos à casa dele - onde aconteceu o crime.
"Ele não é seguidor da igreja. As pessoas dizem que ele foi lá algumas vezes. Mas no ano novo havia cerca de 600 pessoas lá e no aniversário de Glauco (no dia 10 de março) tinha umas 400", afirmou Handro. A enteada do cartunista confirmou que o suspeito não era próximo da família. "Ele era conhecido de Raoni, foi algumas vezes lá, mas não fazia parte do grupo de amigos", disse Juliana Vennis.
Segundo Juliana, que estava presente na cena do crime, Raoni teria implorado para o suspeito não atirar. Durante seu depoimento na sexta-feira, ela afirmou que o suspeito queria levar Glauco para a casa dele, em Pinheiros, para dizer à sua mãe que ele é Jesus Cristo, também segundo relato do familiar.