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SÃO PAULO - Três alunos de medicina foram desligados do Centro Universitário Barão de Mauá, em São Paulo. Eles foram acusados de agredir e usar termo racista contra um homem negro que ia trabalhar em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).
Emílio Pechulo Ederson, 20, Felipe Giron Trevizani, 21, e Abrahão Afiune Júnior, 19, foram presos e liberados 12 horas depois da agressão, após pagar, cada um, fiança de R$ 5.580 --foram então para casa de suas famílias em Campinas (SP), Goiás e Pará.
O juiz Ricardo Braga Monte Serrat disse que a decisão de liberá-los se baseou em acórdão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que, ao analisar caso semelhante, entendeu que os acusados cometeram crime de injúria qualificada (por causa da conotação racista), que, ao contrário do racismo, é afiançável.