ASSINE
search button

Mensalão-DF: ex-assessor permanece calado em depoimento na PF

Compartilhar

Portal Terra

BRASÍLIA - O ex-assessor de imprensa do governo do Distrito Federal (GDF), Omézio Pontes, permaneceu calado durante seu depoimento nesta segunda-feira na Superintendência de Polícia Federal (PF) sobre o suposto esquema de corrupção que beneficiaria políticos na capital federal - conhecido como Mensalão do DEM.

Segundo o advogado de Omézio, Thomaz Gonçalves de Oliveira, o jornalista só falará depois que tiver acesso ao inquérito da Operação Caixa de Pandora, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa de Omézio já teria pedido ao tribunal acesso aos documentos.

De acordo com o ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, que denunciou o suposto esquema de corrupção, Omézio Pontes seria responsável pelo recolhimento de dinheiro de empresas prestadoras de serviços ao governo do DF e pela distribuição da propina entre asssessores e parlamentares em troca de apoio ao governo.

O ex-assessor da Secretaria de Educação Adailton Barreto, também acusado de envolvimento no esquema, não compareceu ao depoimento. Seus advogados apresentaram atestado médico para justificar a ausência do cliente.

A Polícia Federal ainda não prestou informações sobre os depoimentos de hoje.

Entenda o caso

O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.