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Lula diz que nem pressão sobe com melhora de Dilma em pesquisa

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Laryssa Borges, Portal Terra

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta segunda-feira os índices de aprovação de seu governo e o crescimento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em listas de intenção de votos. Ele disse que os resultados divulgados pela pesquisa do Instituto Sensus encomendado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) demonstram que os brasileiros percebem as benfeitorias de seus atuais sete anos de governo. No primeiro dia de trabalho após ter tido uma crise de hipertensão e ter se afastado do trabalho por quatro dias, Lula afirmou que, diante das perspectivas positivas mostradas no levantamento CNT/Sensus, "não há pressão que consiga subir".

"Não há pressão que consiga subir com a pesquisa de hoje, (a pesquisa está) mostrando que as pessoas estão compreendendo o que está acontecendo aqui no Brasil", disse Lula, bem humorado. Normalmente o presidente evita tecer qualquer comentário público sobre pesquisas de opinião. A pesquisa CNT/Sensus registrou em sua 100º edição avaliação positiva de 71,4% para o governo Lula e desempenho pessoal do presidente na casa de 81,7%.

O levantamento aponta ainda que a ministra-chefe da Casa Civil subiu na pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República e chegou a um empate técnico com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). No principal cenário, Dilma alcança 27,8% da preferência em janeiro, contra 33,2% de Serra. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ficou com 11,9% e a senadora Marina Silva (PV-AC) tem 6,8%.

Em novembro do ano passado, na última edição da pesquisa do Instituto Sensus, Serra tinha 31,8% das intenções, Dilma ficava com 23,5% e Ciro Gomes, com 17,5% dos possíveis votos.

Sem citar nominalmente a ministra da Casa Civil, o presidente disse que o futuro presidente do Brasil, eleito a partir de outubro, tem a obrigação de fazer uma melhor gestão que a dele. "Sem nenhuma falta modéstia, Deus queira que eu seja um paradigma daqui pra frente. Quem vier governar depois de mim não pode governar pior que eu", disse Lula, defendendo, entre outros objetivos de seu governo, a ampliação do programa Bolsa Família e o controle da inflação.

Independentemente do ano eleitoral e do risco de o Poder Judiciário barrar atividades do governo por as interpretar eleitoreiras, o presidente disse que pretende "correr" com os projetos do governo e concluir ainda mais programas. "Temos que correr para fazer mais. (Em relação à) A máquina, aprendemos nesses oito anos, que todas as dificuldades foram superadas. Daqui para a frente tendência é a gente fazer com mais facilidade e fazer muito mais", disse.

Escolas técnicas

O presidente participa da inauguração simultânea de 78 escolas federais de educação profissional. Com investimento inicial de R$ 175 milhões, as escolas têm expectativa de atender 100 mil alunos com cursos técnicos, licenciaturas e cursos superiores na área de tecnologia. Entre 2003 e 2010, período que compreende os dois mandatos do presidente Lula, o número total de unidades de educação profissional chegará a 380.