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Eleições 2010 : Marina perto de definir núcleo de campanha

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Jornal do Brasil

BRASÍLIA - A estratégia da candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC) à Presidência da República deve ganhar contornos mais claros até o fim do mês, quando o PV pretende definir o grupo responsável pela coordenação da campanha e da elaboração do programa de governo da parlamentar. A direção do partido já começou a discutir nesta semana, em São Paulo, quem poderia integrar o núcleo da campanha e, ao contrário do PT, que optou por oferecer ao assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, o cargo de principal comandante da campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não deve centralizar a tarefa de estabelecer as estratégias da candidatura nas mãos de um único representante.

Por enquanto, o partido trabalha com a ideia de criar diversos grupos que ficariam responsáveis por definir ações em suas respectivas áreas. Dirigente do PV acreditam que a abordagem pode garantir uma maior pluralidade ao programa de governo de Marina, mas tudo ainda depende do aval da senadora.

Nos bastidores, o ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo Eduardo Jorge é cotado como um possível coordenador da campanha de Marina, mas sua ligação com o pré-candidato do PSDB, governador José Serra (São Paulo), e seu passado de ex-deputado do PT, provocam resistências na direção do partido. A avaliação de alguns integrantes da cúpula do PV é que, caso Eduardo Jorge fosse realmente o escolhido, a candidatura de Marina poderia ser direta ou indiretamente ligada à campanha tucana. Eduardo Jorge, no entanto, continua entre os 21 integrantes do grupo de estratégias políticas do partido.

Isso está sendo discutido por todo o partido, mas será a Marina quem vai anunciar isso nos próximos dias. Agora, o cenário que estamos vendo é para que a comando da campanha seja descentralizado explicou o vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ)

O PV teme que Marina possa ser associada ao PSDB depois que ganharam força as especulações de que a senadora pudesse abrir mão de sua candidatura para ser vice de uma chapa encabeçada pelo governador Serra. Em seu blog, Sirkis, um dos fundadores do PV, reagiu. O vereador garantiu que não existe a mais remota hipótese de qualquer cenário de primeiro turno onde Marina não esteja como candidata à Presidência.

Detectamos claramente uma plantação proveniente de áreas petistas que, curiosamente, coincide com outra, anterior, de seus homólogos tucanos, tentando criar vínculos entre a candidatura de Marina e Serra. Bobagem , disparou o vereador no blog, disfarçando até mesmo sobre quem o PV eventualmente apoiaria em um segundo turno entre o tucano e Dilma. O segundo turno a Deus pertence, e para todos os efeitos esperamos lá estar . (Com agências)