Dnit tem agilidade para atender situações emergenciais, diz diretor

Agência Brasil

BRASÍLIA - O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, disse que o órgão tem condições de apresentar respostas "extremamente ágeis" a situações emergenciais, como as decorrentes das chuvas ocorridas nos últimos dias.

- Estamos muito mais ágeis para atender situações como essas que estão ocorrendo em Santa Catarina e, mais recentemente, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. Isso se deve à nova metodologia que adotamos para atender as emergências. Em menos de 30 horas conseguimos remover todos os obstáculos decorrentes de 41 deslizamentos apenas na BR-101. Das 18 interdições, restou apenas um trecho, no quilômetro 477, com restrição de apenas meia pista - disse Pagot à Agência Brasil.

Segundo ele, parte da eficiência deve-se aos novos recursos econômicos, mas a atuação do Dnit tem sido fundamental para esse atendimento. - Dificilmente a gente está ficando com uma rodovia por mais de uma semana intrafegável. Antes, isso demorava até 30 ou 40 dias - afirma o diretor.

Graças ao Programa Nacional de Manutenção Rodoviária, aprovado em julho de 2008, 90% das rodovias já estão com contrato de manutenção rodoviária, que se divide em contratos de conservação, de restauração e de manutenção. - Nós chamamos esses contratos de Crema. Com ele, temos empresas constantemente mobilizadas para cada trecho, preparadas para dar pronto-atendimento, como aconteceu no próprio caso da BR-101 - explica.

Segundo Pagot, o fiscal do Dnit é fundamental para o sucesso do programa. - Tendo ele boa performance, a obra com certeza vai ser boa - garante. O diretor alerta, no entanto, que faltam cerca de 100 engenheiros no departamento.

No início de 2009, Pagot havia ameaçado romper contrato com diversas empreiteiras que estariam "fazendo corpo mole" para tocar obras rodoviárias. A situação, segundo ele, mudou ao longo do ano passado, principalmente após a divulgação dos problemas pela imprensa.

- Além disso, criamos algumas normas para fiscalização, pelas quais os fiscais emitem conceitos e índices que podem inviabilizar no futuro a atuação dessas empresas - concluiu.