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Arruda nega pressão em reunião com DEM e fala em complô

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Elaine Lina, Portal Terra

BRASÍLIA - O governador José Roberto Arruda (DEM) divulgou na tarde desta terça-feira uma nota oficial em que disse que apresentará "provas irrefutáveis" sobre sua inocência, afirmando ainda que foi "vítima de um complô urdido por um homem que tem mais de 30 processos por corrupção". A referência é a Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais, responsável pelas denúncias e vídeos entregues à polícia sobre o suposto esquema de propina descoberto pela Polícia Federal.

De acordo com a nota, Arruda afirma que pediu ao partido o direito a defesa e que respeitará a sobre sua situação. Ele ainda afirmou que os casos de corrupção que envolvem Barbosa teriam ocorrido em outros governos e que as denúncias do ex-secretário tiveram "ajuda de adversários políticos e que, para se livrar da lama, jogou lama em todas as direções".

Entenda o caso

O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados neste fim de semana, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.