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BRASÍLIA - O físico Luiz Pinguelli Rosa, ex-presidente da Eletrobrás, cobrou nesta quinta-feira explicações do governo sobre as causas do apagão ocorrido no dia 10 de novembro e que atingiu 18 estados. Em audiência pública no Senado, o técnico afirmou que o sistema elétrico de forma interligada representa uma vantagem para o Brasil, mas não é à prova de panes que possam causar blecautes e, portanto, o governo não pode se isentar.
- O apagão não isenta o governo da responsabilidade. Houve um erro e um problema de comunicação. O governo não pode se isentar da responsabilidade, como a França não pode dizer que o Airbus é ótimo. Temos de dar à sociedade brasileira essa resposta (sobre as causas do blecaute) - disse.
- Nós temos uma vulnerabilidade. É claro que a probabilidade de um evento desse tipo ocorrer é baixa. Não podemos, por exemplo, nos acomodar nessa situação de vulnerabilidade. Não esperamos que um evento desses ocorra com frequência muito grande. Ele é raro, mas deve ser minimizado o máximo possível. Não só as falhas nas linhas, mas também a propagação de suas consequências - afirmou Pinguelli Rosa.
Para o ex-presidente da Eletrobrás, apesar de o apagão ocorrido no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ter ocasionado racionamento de energia elétrica, o blecaute do início de novembro prejudicou numericamente uma maior população, atingindo fortemente a região Sudeste.
- De certo modo, o número de população atingida foi muito maior que em 99, embora a favor do réu (apagão) pode-se dizer que o tempo foi muito menor. Em 99, São Paulo ficou muito mais horas apagadas. Não podemos ficar confortáveis com isso - disse.