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Relatório de superfaturamento foi requentado, diz Luizianne

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Portal Terra

FORTALEZA - A prefeita de Fortaleza (CE), Luizianne Lins (PT), rebateu, nesta sexta-feira, as acusações feitas pelo vereador Marcelo Mendes (PTC) de que há indícios de superfaturamento na ordem de R$ 4,9 milhões nas obras do Hospital da Mulher. O parlamentar tomou como base um relatório elaborado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o andamento das edificações do maior projeto para a área de saúde do governo da petista.

Segundo Luizianne, o vereador "requentou" informações relativas a um procedimento realizado pelo TCU em abril.

- Ele pegou um relatório inicial de 15 de julho e fez confusão com a data de um pedido de informações, no dia 22 de setembro, apenas para requentar o assunto - disse.

Ela afirmou que o documento é preliminar e a defesa foi protocolada junto ao Tribunal no dia 2 de setembro. Agora, espera-se o parecer do órgão sobre os contra-argumentos.

- Desta forma, as acusações não se confirmam - disse.

Segundo a prefeita, as obras do hospital também não estão comprometidas, como Mendes afirmou, prevendo até o corte no envio de recursos federais de apoio às construções. Ela chegou a admitir atrasos nas obras, mas disse que o primeiro bloco, por exemplo, está com sua infraestrutura toda concluída.

Outros trechos ela garantiu estarem 70% concluídos. Por conta disso, previu que o hospital iniciará suas atividades antes mesmo de estar finalizado. "O primeiro bloco poderá funcionar de forma independente", afirmou.

Lins também negou que tenha classificado o relatório do TCU como "blefe". Na última quarta-feira, a prefeita utilizou o termo quando abordada por jornalistas para comentar a polêmica.

De acordo com a assessoria da prefeitura, Luizianne entrou em contato até com o ministro do TCU, Ubiratan Diniz de Aguiar, para explicar que o blefe era uma "referência à ação do vereador Marcelo Mendes, nunca ao TCU".

TCM é envolvido

Mesmo com o revide de Luizianne, Marcelo Mendes disse manter as denúncias. Ele apresentou requerimento à Câmara Municipal de Fortaleza (CMF), solicitando do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) a realização de auditoria no tesouro municipal para apurar outras possíveis irregularidades.