Fabiana Leal , Portal Terra
PORTO ALEGRE - A deputada estadual Zilá Breitenbach (PSDB), responsável pelo relatório do pedido de impeachment da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), entregou seu parecer na tarde desta segunda-feira. O relatório, que deve defender o não recebimento do impeachment, foi entregue ao presidente da comissão criada para a análise do pedido, Pedro Westphalen (PP).
O parlamentar encaminhou o parecer para a publicação no Diário Oficial da Assembleia Legislativa desta terça-feira. A previsão era de que o relatório fosse entregue na próxima quinta-feira, mas a deputada tucana antecipou a conclusão do parecer. O material poderá ser votado a partir de 48 horas depois da publicação.
O presidente da Assembleia, Ivar Pavan (PT), admitiu a tramitação do pedido de impeachment contra a governadora do Rio Grande do Sul. A Casa Legislativa instalou uma CPI para investigar denúncias de corrupção no governo de Yeda.
O caso
O governo de Yeda tem sido alvo de acusações da Operação Rodin, da Polícia Federal, que investigou o suposto esquema envolvendo fraudes em contratos de prestação de serviços da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e Fundação para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (Fundae) para o Detran, e que causou o desvio de aproximadamente R$ 44 milhões dos cofres públicos, segundo o Ministério Público.
A situação ficou mais complicada depois que a revista Veja divulgou gravações mostrando conversas entre Marcelo Cavalcante, ex-assessor da governadora e achado morto em Brasília em fevereiro deste ano, e o empresário Lair Ferst, um dos coordenadores da campanha de Yeda e réu na Operação Rodin. O áudio indicaria o uso de caixa dois na campanha de Yeda para o governo do Estado.
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, no dia 5 de agosto, ação de improbidade administrativa contra a governadora e mais oito pessoas. Eles foram denunciados por enriquecimento ilícito e dano ao erário. Na ação, os procuradores pediram o afastamento temporário dos agentes públicos de seus cargos enquanto durar o processo. Mas a juíza Simone Barbisan Fortes negou o pedido de afastamento da governadora.