Chefe do PCC é condenado a 29 anos por assassinato de juiz

Portal Terra

SÃO PAULO - Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, foi condenado a 29 anos de prisão no Fórum Criminal da Barra Funda por ser mandante do assassinato do juiz-corregedor Antônio José Machado Dias em 2003. A defesa recorreu da decisão em plenário, segundo informações do Tribunal de Justiça. Julinho é apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O julgamento durou mais de 14 horas e foi encerrado perto das 4h40. Julinho seguirá preso na penitenciária de Presidente Venceslau onde aguardará o recurso. Carambola foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe e emboscada.

- O crime do qual participou é grave e evidencia intensa periculosidade do acusado, uma vez que, na qualidade de líder de facção criminosa, como reconhecido pelo Júri, ordenou a execução da vítima, juiz de direito, visando com isso intimidar os poderes constituídos, com a finalidade de conseguir vantagens dentro do sistema carcerário - afirma a sentença.

O assassinato ocorreu no dia 14 de março de 2003, em Presidente Prudente. Também seria julgado Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, detento da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP), que foi autorizado a não comparecer ao julgamento.

O júri do acusado foi suspenso quando seu advogado, Roberto Parentoni, deixou o plenário. O juiz Alberto Anderson Filho determinou o adiamento de seu julgamento, que ainda não tem data marcada para recomeçar.

Julinho alegou inocência anteriormente, dizendo que não poderia ter envolvimento no crime porque, na época dos fatos, estava isolado no Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes (SP)