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Fiel de 15 anos acusa pastor de estupro em Goiânia

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Portal Terra

GOINIA - Uma menina de 15 anos de idade acusa o pastor evangélico da igreja que sua família frequenta, no Jardim Curitiba, em Goiânia (GO), de tê-la embriagado e forçado a fazer sexo oral e anal.

O suposto estupro teria ocorrido no dia sete de setembro, quanto ele teria ligado para a garota pedindo para vê-la, oferecido uma carona e a levado a um motel na capital. O pastor de 33 anos admite que levou a jovem a um motel e a acariciou, mas diz que brochou por causa da bebida alcoólica.

Em depoimento na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), a menina contou que estava em uma lan house por volta de 16h quando recebeu uma ligação telefônica do pastor.

A carona teria se estendido até um motel, na saída de Goiânia para Trindade (GO), onde ambos teriam consumido bebida alcoólica. A adolescente diz que o pastor aproveitou que ela ficou embriagada para força-la a fazer sexo oral e anal. Depois, na volta para casa, o acusado teria pedido para que ela não comentasse nada "porque seria frustrante para os dois".

De acordo com a delegada Miriam Borges, titular da Deam, a menina foi direto para casa de uma amiga, onde sentiu fortes dores no corpo. Só dois dias depois é que teria tido coragem para contar o que aconteceu à família. Ontem, procurou a polícia. Hoje deve passar por exames médicos.

O pastor admite que levou a jovem ao motel e que ambos ingeriram álcool. Diz também que passou a mão no corpo da jovem. Mas dá a entender que a ela o provocou e diz que, por ambos não terem hábito de consumir bebida alcoólica, ele não conseguiu manter a ereção a tempo da prática sexual.

Em depoimento, o pastor contou que prega na igreja frequentada pela jovem há três anos e que já chegou a ministrar aulas de ensino religioso para a garota.

Miriam diz que há indícios de estupro, mesmo que não tenha havido relação sexual. Isso por causa de alterações no Código Penal e na Lei de Crimes Hediondos que tornaram mais severas as punições aos crimes de estupro.

- O próprio pastor confirma que chegou a acariciar o corpo da jovem com intuito sexual e, segundo a legislação, isso também é considerado estupro. Não precisa haver conjunção carnal - afirmou.

O caso será encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) para investigação.

- Precisamos apurar em que circunstâncias isso tudo aconteceu - disse a delegada.