Agência Brasil
BRASÍLIA - A Esplanada dos Ministérios foi palco na manhã desta sexta-feira da passeata Grito do Cerrado, que reuniu mais de mil pessoas em defesa da preservação do meio ambiente e do monitoramento do bioma. A passeata é uma das atividades programadas no 6° Encontro Nacional e Feira dos Povos do Cerado, que começou no dia 9 e termina no próximo domingo.
m Os participantes do encontro iniciaram a manifestação às 8h30 concentrados em frente à Catedral. Índios de sete etnias rue que vivem no Centro-Oeste do país participaram da tradicional Corrida de Toras. Eles levaram até a Câmara dos Deputados duas toras de madeira contendo propostas para a conservação do bioma e de sua cultura.
Além da preservação do Cerrado, o encontro reivindica a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 115/95 que propõe o reconhecimento da Caatinga e do Cerrado como patrimônios nacionais, assim como a Amazônia. A proposta tramita há 14 anos no Congresso.
Ontem, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou que no Brasil, desmata-se uma área de 20 mil quilômetros quadrados de Cerrado a cada ano. Isso corresponde ao dobro do que é desmatado na Amazônia.
- Não faz sentido um bioma brasileiro ser patrimônio nacional enquanto outros não. Essa passeata serve para dar voz a esses povos [do Cerrado] que estão aqui e que querem ser ouvidos - disse Isabel Figueira, membro da coordenação Rede Cerrado, entidade que promove o evento.
No final da manhã, os manifestantes deixaram o gramado do Congresso e seguiram em marcha até a Rodoviária de Brasília.