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SÃO PAULO - O governo brasileiro vai pedir a extradição do ex-cirurgião plástico Hosmany Ramos, 61 anos, preso na Islândia na última quinta-feira com o passaporte do irmão. A informação é do jornal Folha de S.Paulo. A Polícia Federal (PF), que confirmou na noite de terça a prisão do médico, informou que vai pedir para que Ramos continue na prisão até que o processo de extradição seja concluído.
Hosmany foi condenado a 47 anos de prisão por assassinato, sequestro e roubo e estava foragido da Justiça brasileira desde dezembro. A prisão foi confirmada por Luiz Fernando Emediato, diretor da Geração Editorial, editora que publica os livros de Hosmany no Brasil.
Segundo Emediato, Hosmany estava na casa do filho, em um país nórdico, e teria ido ao Canadá com um passaporte de um parente morto. Ele foi detido na Islândia quando o voo fazia uma conexão em Reikjavik. O diretor da editora disse que Hosmany contou ter sido muito bem tratado. Ele teria confessado o porte de documento falso e foi condenado a 15 dias de prisão.
No Brasil, Hosmany foi beneficiado com saída temporária de Natal, mas decidiu não voltar para a prisão, apesar de ainda não ter cumprido a íntegra de sua pena. Ele se disse inocente e informou que sua condenação foi articulada pelo governo militar. - Eu estava programado pelas forças ocultas da ditadura para ser condenado. Apesar da minha inocência, apesar da total falta de provas, acabei condenado. Obviamente porque forças estranhas do governo militar agiam por trás do pano - disse o ex-cirurgião em seu site.
Em janeiro, o ex-cirurgião lançou uma campanha à Presidência da República, com direito a site na internet. Contudo, pela legislação eleitoral, detentos em condenação definitiva não podem se candidatar enquanto a pena não for efetivamente cumprida. Mesmo assim, o ex-pupilo de Ivo Pitanguy prometeu abrir mão do salário e se tornar o "Nelson Mandela" brasileiro.