Juíza mantém presa mulher de ex-campeão mundial de boxe morto

Portal Terra

RECIFE - A juíza de Ipojuca, Ildete Veríssimo, negou pedido de relaxamento de prisão de Amanda Rodrigues, mulher do ex-campeão mundial de boxe Arturo Gatti, encontrado morto no último sábado no litoral sul de Pernambuco. Amanda é considerada pela polícia como a principal suspeita do crime e está detida na Colônia Penal Feminina do Recife.

No pedido de relaxamento da prisão, o advogado de defesa de Amanda, Célio Avelino, alegou que Amanda não poderia ter sido autuada em flagrante, já que a mesma chamou a polícia. Avelino afirmou também que a libertação dela não influenciaria o andamento das investigações nem provocaria perturbação da ordem pública.

Entretanto, no despacho publicado na manhã de hoje, a juíza Ildete Veríssimo teve outro entendimento e afirmou que a liberdade da suspeita "afronta o conceito da garantia da ordem pública além de pôr em risco o bom andamento da instrução criminal". A decisão da magistrada é contrária à do promotor de Ipojuca, Roberto Brayner, cujo entendimento é de que Amanda poderia responder pelo crime em liberdade, apesar de acreditar que a prisão dela foi justa.

Amanda Rodrigues tem depoimento previsto para o final da manhã desta sexta-feira.