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SÃO PAULO - A Polícia Civil de São Paulo afirmou ter mapeado a atuação de pelo menos 25 grupos formados por neonazistas ou punks e que estão ligados a atos de intolerância. Segundo a corporação, os suspeitos atuam em outros quatro Estados - toda a Região Sul e Minas Gerais - e estariam travando uma guerra entre si.
Segundo a titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, delegada Margarette Barreto, são trocadas informações com a Polícia Civil do Paraná para tipificar a colaboração entre grupos dos dois Estados. De acordo com a delegada, os integrantes do Front 88, um dos grupos identificados, estiveram em uma reunião no Paraná com Ricardo Barollo, suspeito de encomendar a morte de um casal no Estado por causa de uma suposta disputa entre neonazistas.
De acordo com a delegada, um suspeito de integrar o Front 88 foi reconhecido por fotografia e está indiciado por uma tentativa de homicídio ocorrida em 2008.
Foram cumpridos nesta manhã mandados de busca e apreensão em oito locais da cidade e da região metropolitana. Segundo a polícia, foram apreendidas dezenas de armas brancas, como machadinhas, estiletes, socos ingleses e butterfly (um tipo de faca), além de itens de vestuário como coturnos com biqueira de aço, coletes e suspensórios, típicos de grupos neonazistas.
A investigação constatou uma suposta guerra entre os grupos Front 88, neonazista, e Vício Punk, ambos ligados a delitos de intolerância.
- A gente vê uma escalada nos crimes de intolerância, os grupos brigam entre si e também vitimam negros, homossexuais e judeus - disse Margarette.
A polícia indiciou Rogério Moreira, 22 anos, pela tentativa de assassinato de um jovem também pertencente a um desses grupos. A Justiça indeferiu o pedido por falta de provas.
A policia afirmou também ter identificado 3 mil membros desde 2001, quando começaram as investigações. Os confrontos acontecem sempre em locais frequentados por rivais.
- Às vezes, eles brigam por namorada e, às vezes, já têm uma animosidade entre si anterior às agressões - disse a delegada.
Margarette não divulgou os próximos passos da polícia para não prejudicar as investigações.