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Digilab contesta ação do MPF contra ex-presidente da Funasa

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Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O advogado da Digilab, Tiago Maya Monteiro, distribuiu nota na qual se diz surpreendido por ter tomado conhecimento, através da imprensa, da informação de que os procuradores da República no Distrito Federal Raquel Branquinho e José Alfredo Silva ajuizaram ação de improbidade administrativa contra o ex-presidente da Fundação Nacional de Saúde, Paulo Lustosa, sob a acusação de favorecimento à empresa para implementar o sistema de televisão corporativa do órgão, denominado TV Funasa .

Por se tratar de grave acusação, sem nenhum fundamento e prova , o advogado ressalta a sua indignação com o estranho procedimento dos procuradores, já que a inclusão da Digilab na acusação origina-se em meras suposições, eivadas de ilações, sem apresentar provas de inexecução do projeto ou do envolvimento direto e/ou indireto da empresa na fase interna do processo de licitação .

Ainda segundo o advogado, ao tecer conjecturas abstratas, os representantes do MPF afirmam que a empresa foi beneficiada por ser 'ligada ao PMDB, partido do ex-presidente da Fundação'; que a empresa possui 'ligações com PMDB, credenciando-se no projeto de educação a distância, em razão de parcerias estabelecidas com esse mesmo partido'; que 'as investigações demonstraram ainda que a concorrência que resultou na contratação da Digilab foi um jogo de cartas marcadas' . E acrescenta: Sobre essa questão, a Digilab tem a informar ser uma empresa de tecnologia da informação, especializada em soluções tecnológicas na área de multimídia, desenvolvendo canais de televisão interativa, educação à distância, trabalhando há 15 anos no segmento de TV por assinatura. Seus diretores e técnicos se originaram no mundo acadêmico, sem filiações e ligações políticas. Portanto a empresa desafia que provem essa acusação fantasiosa .