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Morre, aos 90 anos, Aldo Vinholes, jornalista político

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Jornal do Brasil

BRASÍLIA - Morreu nesta segunda-feira, aos 90 anos de idade, o jornalista Alfo Vinholes de Magalhães, um dos precursores na cobertura de Brasília, desde sua construção no governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961). Nascido em 1928, em Porto Alegre, Vinholes foi para Brasília em 1956 e morou em alojamentos, assim como os operários que erguiam a futura sede do poder executivo nacional.

Ele trabalhava para Correio do Povo, de Porto Alegre, sendo o primeiro jornalista gaúcho a cobrir Brasília, onde abriu a sucursal que funcionou até o fechamento do jornal, no início dos anos 1980. Vinholes continuou vivendo na capital federal, onde havia fundado, em 1962, o curso de comunicação da Universidade Nacional de Brasília (UNB), como lembrou Renato, um de seus seis filhos. Aldo Vinholes continuou lecionando jornalismo na UNB após o fim do Correio do Povo, além de trabalhar em assessorias de comunicação de ministérios e parlamentares.

O jornalista foi coordenador de Comunicação Social do Ministério da Educação, na gestão de Jorge Bornhausen (1986-1987). Em seguida, comandou a área de comunicação da Infraero até 1992, quando se aposentou.

Mesmo assim, Vinholes não abandonou o jornalismo, que tinha como profunda dedicação , segundo o filho Renato, e editou o jornal Sintonia, da paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Lago Sul, até sua morte, por infarto agudo do miocárdio, em casa. No momento, Vinholes compilava uma coletânea de seus artigos para publicação em livro.