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Dilma minimiza críticas e diz que PAC é "fundamental"

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Laryssa Borges, Portal Terra

BRASÍLIA - Pré-candidata do PT à corrida presidencial de 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, minimizou nesta segunda-feira as potenciais críticas que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deverá ter durante o próximo ano. Ao inaugurar a rodada de balanços setoriais do PAC nos Estados e no Distrito Federal, a chefe da Casa Civil observou que o projeto "é fundamental para o País crescer".

Carro-chefe do segundo mandato petista, o PAC, que conta com R$ 646 bilhões em investimentos, tem sido classificado pela oposição como "mera lista de obras" e "peça de marketing".

"Acho que a gente tem que ter a tranquilidade para receber críticas e a seriedade para perceber que o PAC é um programa pluripartidário. Obviamente que a liderança cabe ao governo federal do presidente Lula, mas temos parcerias com governos do DEM, do PSDB, do PMDB e de várias origens. (O PAC) também vai ser compartilhado com todos eles", ressaltou.

"É um esforço estratégico no sentido de fazer que o investimento passe a estar na ordem do dia. Durante muito tempo o investimento não foi tema da nossa pauta no Brasil", afirmou, lembrando que a gestão do presidente Lula não define a repasse de recursos a municípios considerando qualquer tipo de vinculação partidária.

"Acima de diferenças partidárias, estamos olhando junto de forma republicana a coisa pública, (para que) saibamos que esse novo ciclo de crescimento do governo Lula, um crescimento com distribuição de renda, tem caráter permanente. Não paramos de investir", avaliou a ministra. "Ao contrário, aumentamos o investimento. Foi muito importante ter durante a crise essa decisão (de ampliar os investimentos) e a capacidade de virar parte da solução."

"O que o PAC pode contribuir, não só do ponto de vista do médio e longo prazo, como vetor do desenvolvimento, mas como forma de acelerar o Brasil a sair dessa crise. Ele puxa contra a crise, puxa a favor da retomada mais rápida do País", relembrou. "Bem no meio da crise aumentamos os gastos do PAC."