ASSINE
search button

Transmissão é maior do que na gripe comum

Compartilhar

Fúlvio Melo , Jornal do Brasil

RIO - A nova cepa da gripe suína, que matou 56 pessoas no México e foi levada para todo o mundo por viajantes, parece ser transmitida com mais facilidade do que a gripe sazonal comum. De acordo com estudo do pesquisador Neil Ferguson, publicado segunda-feira na revista Science, até 23 mil mexicanos foram infectados pelo vírus da doença.

Ao verificar o padrão de disseminação e as análises genéticas, Ferguson, encontrou evidências que apóiam a teoria de que o surto teve origem no vilarejo de La Gloria, no estado de Veracruz.

Embora permaneçam incertezas substancias, a severidade clínica parece menor do que a observada em 1918, mas comparável com a vista em 1957 escreveu Ferguson na Science.

A pandemia de 1918 foi a pior do século 20, matando entre 25 milhões e 100 milhões de pessoas. Foi a primeira vez que apareceu o vírus H1N1. A pandemia de 1957, com o H2N2, matou cerca de 2 milhões de pessoas em todo o mundo. A gripe sazonal mata entre 250 mil e 500 mil pessoas anualmente.

Observando o padrão em La Gloria, a equipe de Ferguson afirmou que aparentemente o vírus foi transmitido de pessoa a pessoa até 73 vezes.

Os pesquisadores disseram que outros países tiveram uma oportunidade melhor de estar alerta para o vírus, uma mistura nunca vista anteriormente de vírus da gripe suína da Eurásia e um chamado vírus recombinante triplo observado em porcos, que inclui partes de vírus da gripe humana e aviária. À medida que a epidemia se dissemina, é provável que a gravidade varie de país para país dependendo dos recursos de saúde pública e das medidas sanitárias adotadas para mitigar o impacto acrescentaram os pesquisadores.

A OMS confirmou, no mundo, 4.694 infecções em 30 países com 53 mortes, todas no México, com quatro exceções. Os EUA apresentam a maioria dos casos, com 2.618 ocorrências e 3 mortes. Embora esteja se disseminando por todo os EUA, a OMS disse que o novo vírus H1N1 não mostra sinais de disseminação sustentada entre humanos fora da América do Norte.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a descartar segunda-feira elevar o nível de alerta da gripe suína no nível 5 para 6, o que confirmaria a pandemia - quando a epidemia se alastra em nível mundial.