Para diretor da Anvisa, alerta da OMS dificultou trabalho no Brasil

Ivy Farias, Agência Brasil

SÃO PAULO - O diretor geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Agenor Álvares da Silva, disse nesta terça-feira que o aviso de alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) dificultou o trabalho da agência no Brasil.

- Tivemos que adaptar o plano de contingência da gripe aviária para a suína durante o fim de semana. Foram quase 48 horas de trabalho ininterrupto - afirmou Álvares da Silva, em entrevista no Aeroporto de Guarulhos, após reunião com representantes de empresas aéreas, sindicatos de trabalhadores em aeroportos e de companhias que prestam serviços nos terminais aeroportuários.

Segundo a OMS, a confirmação de casos sob suspeita de gripe suína contraídos nos Estados Unidos indicaria que um novo foco da doença se desenvolveu fora do México, o que justificaria o aumento do nível de alerta de quatro para cinco, em uma escala que vai até seis.

A gerente de Viajantes da Anvisa, Karla Baeta, considerou a reunião de hoje foi importante para harmonizar questões e conceitos. Ela informou que, em todos os vôos provenientes de regiões infectadas ou com casos notificados, os aviões terão de ser desinfetados e o resíduo, tratado antes de ir para o aterro sanitário.

- Isso é uma intensificação de procedimentos de rotina - afirmou Karla.

Além disso, os passageiros que vierem das regiões afetadas deverão preencher uma declaração de bagagem detalhada, para o caso de a Anvisa precisar de algum contato com eles.

- Estamos dispostos a fazer de tudo para preservar a saúde do povo brasileiro, mas isso cabe aos passageiros e às empresas também - destacou Álvares da Silva.

A partir de desta quarta-feira, a Anvisa estenderá o trabalho de orientação aos portos brasileiros, passando informações sobre a doença aos tripulantes e passageiros de navios que chegarem de regiões com casos notificados.