Abav discute procedimentos para viagens aos países com gripe suína

JB Online

BRASÍLIA - Representantes da Associação Brasileira de Agentes de Viagens (Abav) estão reunidos com integrantes do Ministério da Saúde e da Vigilância Sanitária, em Brasília, para discutir as medidas a serem adotadas quanto a viagens para os países afetados pela doença. O governo está recebendo informações online da Organização Mundial de Saúde sobre o avanço da gripe em todo o mundo. Segundo o Ministério da Saúde, dependendo do agravamento da situação, novas resoluções podem ser adotadas no Brasil para proteger a população.

Levantamento divulgado esta manhã, mostra que o tráfego aéreo continuou em queda em março e a tendência pode ficar ainda pior em consequência da propagação da gripe suína, anunciou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). - As inquietações crescentes sobre a gripe suína podem ter um impacto significativo no tráfego - afirma um comunicado da IATA, que reúne 293 companhias aéreas (93% do tráfego aéreo internacional), nenhuma delas das chamadas de "baixo custo" (low cost).

O transporte aéreo de passageiros caiu 10,1% em março na comparação com fevereiro e 11,1% em relação a mesmo mês do ano passado.

O transporte de mercadorias desabou 21,4% em março na comparação com o mesmo período do ano anterior. Este é o quarto mês consecutivo em que a queda supera 20%.

Ao mesmo tempo, os ministros dos Transportes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec), com exceção do México, se reuniram nesta terça-feira nas Filipinas para analisar como podem proteter o transporte internacional das consequências da gripe suína.

Os ministros dos Transportes da região pretendem consultar os colegas da Saúde para analisar as consequências da epidemia sobre o tráfego global e as medidas complementares que podem ser adotadas.

O objetivo é conter o problema antes que se torne extremamente grave, como foi o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) em 2003.