Márcio Leijoto, Portal Terra
GOINIA - Um adolescente de 17 anos foi apresentado nesta segunda-feira pela polícia acusado de matar o pai com um corte no pescoço, no dia 17, em Aparecida de Goiânia. O motivo do crime, segundo a polícia, teria sido o fato de o pai, um vigilante de 38 anos, ter se recusado a deixar o filho dormir em casa com o namorado, um balconista de 20 anos.
- O pai era contra o namoro, mas havia permitido os dois dormirem juntos nos fins de semana - disse o delegado Álvaro Melo, adjunto do Grupo de Investigações de Homicídio (GIH) de Aparecida. O namorado do acusado também está preso, suspeito de participação no crime.
Em depoimento, o adolescente trouxe uma nova versão e disse que matou o pai depois que este tentou violentá-lo.
- O pai teria tentado se aproveitar do fato de o filho ser homossexual para abusar sexualmente dele. Então os dois brigaram, o pai caiu no chão, bateu a cabeça e desmaiou - contou o delegado sobre o depoimento.
- O filho o arrastou até a sala, cortou o pescoço dele e jogou o corpo em uma cisterna.
O corpo foi encontrado no dia 23, dentro da uma cisterna desativada na casa onde pai e filho moravam, no Setor Sítio Santa Luzia, em Aparecida. O avô do suspeito, que mora em um barraco no mesmo lote, foi quem encontrou o corpo, por causa do mau cheiro.
A polícia investiga a versão apresentada pelo suspeito.
- Ela é bem diferente da que apuramos até então - disse Álvaro.
O rapaz morava com a mãe, em Goiânia, mas mudou-se para a casa do pai depois que ela foi para Bom Jardim de Goiás (GO), a 370 km da capital.
Os policiais desconfiaram do fato de a casa ter sido lavada no dia seguinte ao sumiço do vigilante. Perícia feita pelo Instituto de Criminalística mostrou que havia sangue no piso e nas paredes da sala. Havia sangue também em uma faca de cozinha e em um pano de chão. O balconista foi visto com o rapaz limpando a casa.