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SÃO PAULO - O Ministério Público (MP) de São Paulo descobriu indícios de que funcionários públicos municipais teriam recebido propina de empresas que fornecem merendas a escolas da cidade. A desconfiança contra os servidores aumentou após uma das companhias apresentar movimentações que somam R$ 22 milhões, valor que teria sido usado para pagar os funcionários e também financiar campanhas políticas. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
O pagamento das merendas é investigado desde 2007, quando uma denúncia da própria Folha afirmou que as empresas entregavam produtos de baixa qualidade e racionavam os alimentos para diminuir custos.
Ainda segundo o jornal, as empresas podem ter pagado propina aos servidores em quatro fases do processo de licitação: na fase de confecção do edital, no momento do julgamento da licitação, na prorrogação de contratos e na fiscalização do serviço.
As empresas formariam um cartel para dividir cerca de R$ 258 milhões anuais pago pela prefeitura pela merenda.
De acordo com o jornal, as empresas SP Alimentação, Sistal, Nutriplus, Terra Azul, Convida e Geraldo J. Coan, que fornecem merenda para São Paulo, não foram encontradas para comentar as acusações.