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Comércio ilegal de madeira retoma ritmo na Amazônia

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Portal Terra

MANAUS - Em fevereiro de 2008, o governo brasileiro iniciou a Operação Arco de Fogo, processo que pretendia combater o comércio ilegal de madeira e o desmatamento, após um satélite ter mostrado imagens alarmantes sobre a situação no local. Tropas da polícia fecharam diversas serrarias na região, porém os madeireiros estão de volta, de acordo com a publicação britânica The Guardian.

O objetivo da operação era alertar aos comerciantes ilegais que a destruição da floresta não seria mais tolerada. No entanto, após um ano, a medida do governo já não é mais efetiva e as pessoas voltaram ao trabalho e as serrarias voltaram a funcionar na cidade onde as restrições começaram, em Tailândia no estado do Pará.

De acordo apuração feita pelo jornal britânico com ambientalistas, as consequências da atividade madeireira na região destruíram cerca de 20% da Amazônia. Além disso, o desmatamento representa quase 20% da emissão de carbono mundial e ativistas afirmam que o Brasil é reponsável por 40% do total.

No entanto, quando a indústria supre a vida econômica local, não é tão simples fechar os negócios, afirmou o The Guardian. Em 2008, a operação afetou entre 70% a 95% da população da cidade de Tailândia, que possui 65 mil habitantes, por dependerem da atividade madeireira.

Ofciais do governo brasileiro afirmaram que a Operação Arco de Fogo melhorou a situação do comércio ilegal de madeira no local. No entanto, admitiram que diversos problemas resolvidos no ano passado, já estão de volta, informou o jornal britânico.

Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que o Brasil está estudando uma meta de redução do desmatamento em 70% até 2017, divulgou o The Guardian.