SP: policiais feridos em confronto de Paraisópolis recebem alta

Portal Terra

SÃO PAULO - Os dois policiais que permaneciam internados no Hospital da Polícia Militar após o confronto com manifestantes na favela Paraisópolis, zona sul de São Paulo, receberam alta. Entre os dois liberados, está o capitão Eliezer Klinger, que foi baleado na barriga durante o conflito. Um terceiro policial que também ficou ferido já havia tido alta. Além dos policiais, dois moradores ficaram feridos.

A PM realiza a Operação Saturação desde a última quarta-feira em Paraisópolis, ocupada desde a tarde do dia 2, quando ocorreu o conflito. Participam diariamente do patrulhamento em torno de 400 policiais, além de 20 cavalos, quatro cães, pelo menos 70 viaturas e, eventualmente, um helicóptero.

Os policiais estão em Paraisópolis para fazer revistas, procurar foragidos que estariam envolvidos na manifestação e bloquear as entradas e saídas da favela.

O conflito da última segunda-feira começou por volta das 18h. Moradores depredaram um restaurante, incendiaram carros, pneus, caixas e criaram barricadas bloqueando várias ruas e pontos da favela. Somente com a chegada da Tropa de Choque a polícia conseguiu avançar para dentro de Paraisópolis e controlar a situação.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado afirmou que três policiais foram baleados e levados a hospitais da região. Nove pessoas foram detidas durante a noite e liberadas na manhã de terça-feira, após prestarem depoimento no 89º Distrito Policial (DP), no Morumbi.

Segundo o 89º DP, o motivo do confronto foi a morte de um fugitivo da penitenciária de Franco da Rocha na favela. Ele teria escapado no domingo e morreu durante troca de tiros com a polícia. Os moradores, então, teriam prometido revanche.