Sanguessugas: MPF acusa Vedoin e ex-deputados de improbidade

Portal Terra

BRASÍLIA - O Ministério Público Federal em Jaú (SP) ajuizou ação nesta segunda-feira, com pedido de liminar, contra os empresários Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Ronildo Pereira de Medeiros; os ex-deputados federais Ildeu Alves de Araújo, Irapuan Teixeira e Wanderval Lima dos Santos; e o ex-secretário executivo do ministério da Saúde, Gastão Wagner de Sousa Campos, por atos de improbidade administrativa relativos à chamada Máfia das Sanguessugas.

Segundo o MPF, as servidoras do Ministério da Saúde Ana Olivia Masolelli e Paula Oliveira Menezes e as funcionárias da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Dois Córregos Mara Silvia Haddad Scapim e Palmyra Benevenuto Zanzini também são acusadas.

A Máfia das Sanguessugas foi o esquema descoberto em operação da Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso, em que deputados, prefeitos e empresários atuariam em um esquema que desviava verbas do Fundo Nacional da Saúde para comprar ambulâncias para diversas cidades por meio de convênios firmados com o Ministério da Saúde.

Em Dois Córregos, a Controladoria Geral da União e o Ministério da Saúde estimam que os acusados chegaram a causar um prejuízo de quase R$ 610 mil aos cofres da União. O MPF constatou que foram firmados seis convênios irregulares entre o Ministério da Saúde e a Santa Casa de Dois Córregos.

Em todos os convênios, foi verificado superfaturamento e houve o direcionamento nas aquisições das Unidades Móveis de Saúde (ambulâncias) e equipamentos e materiais permanentes hospitalares vendidos por empresas ligadas ao Grupo Planam, de propriedade dos Vedoin. Não houve licitação em nenhum dos contratos.

Em cinco convênios, foram verificadas irregularidades como a assinatura de convênio antes da aprovação do plano de trabalho e, em muitos casos, os documentos não estavam datados, nem assinados.

Na ação, o MPF requer liminarmente a indisponibilidade dos bens dos acusados e que sejam requisitadas as declarações do imposto de renda dos últimos cinco anos. Além disso, foi pedido que as funcionárias da Santa Casa sejam afastadas do cargo da direção.

Na decisão de mérito, o MPF quer que os acusados percam a função pública, sejam suspensos os direitos políticos por oito anos e a condenação de multa civil correspondente a duas vezes o valor do dano verificado.

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