ASSINE
search button

Garibaldi e Tião Viana reafirmam candidaturas à Presidência do Senado

Compartilhar

Agência Senado

BRASÍLIA - Os senadores Garibaldi Alves (PMDB-RN) e Tião Viana (PT-AC) reafirmaram, em entrevista à imprensa, lado a lado, no final da tarde desta terça-feira, que são candidatos à Presidência do Senado, não pretendem se retirar da disputa e irão 'até o fim'. Eles fizeram a declaração após a imprensa noticiar que o senador José Sarney (PMDB-AP) estaria disposto a lançar seu nome na disputa, desde que haja apoio dos partidos. Garibaldi e Tião almoçaram juntos nesta terça-feira.

- Somos candidatos e vamos até o fim do processo eleitoral. Não vai prevalecer nenhuma manobra. Confiamos em nossos partidos, que nos indicaram - sustentou Garibaldi.

- Minha candidatura é definitiva - completou Tião Viana, depois de interrogado se aceitaria retirar sua candidatura em troca do cargo de ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ele frisou que não está "à procura de emprego".

Garibaldi Alves comentou a repercussão da mídia diante das declarações dadas por ele nesta segunda-feira, quando sustentou sua disposição em concorrer à Presidência, mas observou que não poderia fazê-lo se não contasse com o apoio de seu partido. Ele ponderou, porém, que não admitia, dessa forma, retirar sua candidatura, conforme foi noticiado. - Garibaldi admite nada. É claro que só quem pode retirar minha candidatura é o partido. Mas eu não estou devolvendo a indicação. Não vou agora retirar minha candidatura e colocá-la nas mãos do meu partido - disse.

Questionado se manteria candidatura avulsa caso o PMDB retirasse a indicação, o presidente do Senado observou que "a pior coisa do mundo é candidato sem voto".

Tião Viana, por sua vez, ponderou que sua candidatura agora tem o apoio de cinco partidos da base do governo. Interrogado a respeito da afirmação da líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), que disse que o partido poderia recorrer à Justiça contra a candidatura de Garibaldi, Viana sustentou que não tem interesse em "dúvida jurídica" e que "essa é uma questão de terceiros".

Garibaldi apresentou ao seu partido pareceres de juristas que concordam com a sua candidatura, mesmo sendo proibida pelo regimento do Senado uma reeleição na mesma legislatura (quatro anos). Os pareceres observam que Garibaldi foi eleito apenas para um mandato-tampão, após a renúncia do então presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), e, portanto, a regra não se aplicaria ao seu caso.