Portal Terra
PORTO ALEGRE - O Centro de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul recebeu nesta terça-feira o resultado dos exames laboratoriais que confirmaram a morte por febre amarela de um homem de 28 anos, residente em Nova Santa Rita, no dia 6 de janeiro. Ele contraiu a doença durante visita a Pirapó, região considerada de risco, e não tinha tomado a vacina, que está disponível em postos de saúde.
A Secretaria Estadual da Saúde enviou hoje a Santo ngelo uma equipe do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) e do Ministério da Saúde para avaliar o risco de ocorrência de febre amarela na região em razão da ocorrência de mortes de bugios e do crescimento da população de mosquitos transmissores da doença.
Até quinta-feira, os técnicos manterão reuniões com representantes de dez Coordenadorias Regionais da Saúde, prefeitos e secretários da Saúde das cidades próximas e diretores de hospitais.
A primeira morte foi confirmada na quarta-feira da semana passada. A vítima foi uma pessoa que residia em Santo ngelo, no noroeste do Estado, e morreu em 25 de dezembro. Segundo a secretaria, a doença foi adquirida na zona rural do município de Eugênio de Castro, também na região noroeste.
A região noroeste do Rio Grande do Sul é considerada zona de risco para a febre amarela. Desde 2002, 100 municípios dessa região receberam campanhas especiais de vacinação contra a doença.
A vacina contra febre amarela tem duração de dez anos e deve ser aplicada em crianças a partir dos 9 meses de idade. Pessoas que pretendam viajar para os municípios de risco devem receber a dose com dez dias de antecedência.