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SÃO PAULO - Foi enterrada nesta quinta-feira, no Cemitério Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes (SP), a recepcionista Marina Sanches Garnero, de 23 anos. Marina foi morta pelo ex-namorado, Marcelo Travitzki Barbosa, de 29 anos, na noite da quarta-feira, na academia onde trabalhava.
Marcelo foi preso ontem à tarde entre a Avenida Ipiranga e a Rua Santa Ifigênia, no Centro de São Paulo, e confessou ter matado Marina. Ele disparou seis vezes contra a ex-namorada. Cinco, acertaram Marina, no rosto, peito e costas.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a vítima havia denunciado o ex-namorado por comportamento violento e ameaças que teria sofrido por pelo menos duas vezes. No entanto, segundo a secretaria, apenas uma das denúncias teve inquérito instaurado - pois Marina não teria oferecido representação à denúncia feita na Delegacia de Defesa da Mulher.
A Polícia Militar informou que foi acionada às pressas por pessoas que presenciaram o crime. Segundo testemunhas, na terça-feira, Barbosa teria ameaçado Marina, dizendo que a mataria no dia seguinte. Ainda conforme os depoimentos, ele ficou descontrolado ao vê-la com o atual namorado. A polícia solicitou a realização de perícia no local do crime.
O delegado Jair Vicente, do 7º DP, disse que o motoboy alegou que o crime foi motivado por paixão. Ainda segundo o delegado, o ex-namorado da vítima aparentava estar bêbado no momento da prisão. Ele teria confessado o crime, mas negou estar drogado no momento do assassinato -versão contrária de seu advogado Stefenso Cardoso de Almeida, que chegou a dizer que Marcelo havia consumido cocaína e bebido muito antes de ir até a academia.
O motoboy Marcelo Travitzki Barbosa, foi preso no ínício da noite desta quinta-feira, em um apartamento em Perdizes, também na Zona Oeste da capital paulista. Após ter confessado, o rapaz foi levado para o 7º Distrito Policial, na Lapa. A arma que ele supostamente teria usado no crime também foi apreendida. O motoboy teria dito ainda, de acordo com o delegado, que a arma pertence a um amigo e que ele a havia pego emprestada para matar a ex-namorada. Depois, teria colocado o revólver calibre 38 - de numeração raspada - de volta no apartamento. Foram encontradas ainda 34 balas no local.
O responsável pelo imóvel foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e negou ser dono do revólver. Em 1998, Marcelo foi condenado por dois roubos, chegou a cumprir parte da pena em regime fechado, e estava na condicional.