Agência Brasil
SÃO PAULO - O segmento dos metalúrgicos vinculados ao chamado Grupo 10 da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que reúne entre 150 mil e 180 mil trabalhadores, pode paralisar as atividades a partir de amanhã, se não houver até o final do dia de hoje uma negociação, a exemplo do que ocorreu no caso da maior parte da categoria, filiada à Força Sindical.
Em todo o estado de São Paulo, atuam no ramo cerca de 750 mil profissionais. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, onde a base soma cerca de 60 mil trabalhadores, a maior parte da categoria no estado já fechou acordos, conquistando ganhos reais entre 3% e 3,6%, mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Com base na estimativa do Banco Central de uma inflação em outubro em 0,38% ou 0,40%, Torres acredita que o reajuste dos salários possa ficar próximo de 10,3%.
Sobre o fato de os empresários do Grupo 10 não terem ainda concordado em estender esse nível de correção, o líder sindical afirmou ter estranhado esse comportamento, embora reconheça que a crise financeira internacional possa influenciar as decisões. - Estou estranhando porque entre os grupos que aceitaram pagar o reajuste estão empresas pequenas. A gente sabe que podem ocorrer efeitos da crise [financeira internacional] , mas acreditamos que ainda assim pode ser feito um esforço para atender a classe trabalhadora - disse Torres.