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Brasil é a menina bonita da América Latina, diz jornal espanhol

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JB Online

BARCELONA - O jornal espanhol El País afirma em uma reportagem na sua edição desta sexta-feira que "não resta dúvida" de que o Brasil "é a menina bonita da América Latina".

A reportagem, intitulada A América Latina está vacinada contra a crise?, destaca que a região vem enfrentando o "tsunami econômico" em ótimas condições, graças ao crescimento dos últimos cinco anos.

- A gestão de Lula, contra todos os prognósticos, soube conjugar a solução para os problemas sociais com uma estabilidade macroeconômica que é exemplo que tem sido seguido por muitos outros países da região - disse o economista José Manuel Martínez.

- Saber fazer os deveres de casa foi o primeiro obstáculo superado - diz o diário espanhol.

- Ou seja, a América Latina aprendeu com os erros do passado: antes a dependência do capital estrangeiro era crucial para o sustento dos países, qualquer susto afastava os investidores. Hoje, com uma crise sujo epicentro é o mundo desenvolvido, a situação é outra.

O jornal ainda cita que a postura firme dos bancos centrais da região também foi essencial para encarar esta época de incertezas.

- Eles não esperaram para ver o que estava acontecendo nos mercados europeus. Brasil, Chile e México são claros exemplos de países em que, apesar dos altos e baixos, prevalece uma estabilidade macroeconômica".

O texto ainda destaca que as eleições ocorridas em oito países da região em 2006 também influenciaram para o atual situação econômica privilegiada.

O jornal alerta, no entanto, que a região "agüenta as investidas do tsunami econômico enquanto fica de olho inflação, perigo que já desponta no horizonte e representa o maior risco para os países".

- Nem o Brasil deve conseguir fugir da raia - afirma o El País.

- A economia que melhor tem se comportado nos últimos anos, com a moeda mais forte, viu como a inflação de converteu em um problema central: em março bateu 4,7%, levando ao aumento dos juros e rompendo um ciclo e três anos de baixas contínuas.