Portal Terra
SÃO PAULO - O serralheiro Felipe Galhindo e sua mulher, Fernanda Mendes da Silva, tiveram de fazer o sepultamento do filho de 7 meses pela 3ª vez em cinco dias. Na primeira ocasião, no domingo, o corpo da criança tinha sido trocado no necrotério do Hospital Estadual de Sumaré, cidade da região de Campinas. Constatado o erro pelo hospital e desfeita a troca, a família voltou a realizar a cerimônia do enterro do corpo na tarde de ontem. Hoje, o casal retornou para sepultar o filho, que havia sido desenterrado pelos peritos do Instituto de Criminalística (IC) por ordem judicial.
A segunda exumação aconteceu após um pedido de um exame de DNA solicitado pelo delegado João Batista Soares, do 2º Distrito Policial. - Tudo aconteceu sem respeito a ninguém - disse o pai do bebê, Felipe Galhindo, ao afirmar que não foi avisado com antecedência.
O sepultamento de uma criança de outra família foi provocada por um erro do Hospital Estadual de Sumaré, segundo Galhindo. A instituição, de acordo com o pai da criança, trocou os dois bebês que morreram na mesma noite em situação parecida. As mães deram entrada na sexta-feira e passaram por partos induzidos, já que exames comprovaram que os bebes haviam morrido. A assessoria do Hospital Estadual de Sumaré informou que uma sindicância já foi aberta e deve apurar responsabilidades.
O filho do serralheiro nasceu com 7 meses de gestação e foi confundido com o corpo de uma criança nascida de uma gravidez de 9 meses. Ambas ocupavam o leito do necrotério do hospital.
O equivoco só foi percebido um dia após o enterro. Segundo o pai do menino, uma assistente social teria explicado que a troca só foi descoberta porque a família da outra criança tinha pedido uma exumação. Por causa da diferença de peso entre elas, a mais nova pesava menos de 1 kg, a famiíia estranhou.
O delegado Soares não quis comentar o caso, mas avisou que continuará com as investigações.