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SÃO PAULO - Os policiais suspeitos de participar da quadrilha que falsificaria carteiras de habilitação (CNH) poderão continuar trabalhando até serem julgados. De acordo com o SPTV, os policiais suspeitos de participar do esquema, que agora estão novamente em liberdade, não serão exonerados. Até o julgamento, eles trabalharão em cargos administrativos.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, suspendeu os decretos de prisão preventiva da Justiça paulista contra 18 investigados na Operação Carta Branca. Eles são suspeitos de falsificar e vender carteiras de habilitação para condução de veículos. A operação foi coordenada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Rodoviária Federal.
Entre os beneficiados estão o delegado titular da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Ferraz de Vasconcelos, Juarez Pereira Campos, a mulher dele, Ana Lúcia Máximo Campos, o delegado de Ferraz de Vasconcelos, Fernando José Gomes, e o investigador Ulisses da Silva Leite.
Segundo a assessoria de imprensa do STF, ao analisar o habeas-corpus, o ministro Gilmar Mendes entendeu que "a prisão preventiva foi decretada de forma genérica para todos os denunciados, apresentando os mesmos fundamentos para justificar a custódia cautelar".
A Justiça paulista determinou a prisão preventiva por entender que os investigados fariam parte de uma "autêntica organização criminosa que se destinava à prática de crimes gravíssimos que atentam contra a ordem pública".