JB Online
BRASÍLIA - Apesar de já estar garantido o direito à realização de pesquisas com células-tronco embrionárias, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) continuam votando. Celso de Mello foi o sétimo integrante do STF a votar a favor das pesquisas, sem qualquer restrição.
Segundo Celso de Mello, o direito à vida não é um direito absoluto.
- Tanto é que a Constituição brasileira autoriza pena de morte em caso de guerra externa - lembrou.
A utilização de embriões em pesquisa é "infinitamente mais útil" do que o descarte, disse Celso de Mello.
O ministro afirmou que não vê qualquer ofensa à dignidade humana quanto à utilização de embriões inviáveis e congelados há três anos que "estariam fadados ao descarte".
- Todos esses embriões têm uma destinação, perdoem-me a expressão grossira, são fadados ao lixo sanitário. Dá-se-lhes, portanto, uma destinação nobre - disse o ministro.