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A mansão de Ana Tereza Basílio

Jornal do Brasil INFORME JB, informejb@jb.com.br

Como noticiou o JB em novembro de 2018, Winston Fritsch, ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso, vendeu seu belo palacete na Urca para uma empresa offshore que seria da advogada Ana Tereza Basílio, recentemente delatada por Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio/Sesc/Senai, que teria pago RS 51 milhões em honorários à doutora.

Veja abaixo a matéria na íntegra.

Wiston Fritsch vende mansão na Urca por R$ 39-milhões

O que já foi residência de representantes do regime marxista foi o local onde um capitalista do mercado financeiro brasileiro morou até esta semana. Referência art déco da cidade e localizada no número 22 da Rua Urbano Santos, na Urca, uma das mais belas mansões do Rio de Janeiro — que pertenceu ainda a Álvaro e Lourdes Catão — foi vendida essa semana pelo economista Wiston Fritsch — ex-presidente da corretora Lehman Brothers, protagonista do maior calote da história do mercado financeiro americano, e presidente da PETRA, a fracassada petroleira brasileira — à advogada Ana Tereza Basilio, recém-eleita vice-presidente da OAB-RJ, por US$ 10 milhões (cerca de R$ 39 milhões).

Wiston é pai do economista Rafael Fritsch, sócio do fundo Canvas, financiado pela PJT Park Hill, grupo norte-americano que teve seu diretor preso em Nova Iorque por fraude milionária contra clientes da empresa.

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Referência do art déco na cidade, o palacete na Rua Urbano Santos foi vendido pelo economista à advogada Ana Tereza Basilio (Foto: José Peres)
Faz parte do Fundo Canvas, também, Antonio Quintella, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, instituição que recebeu US$ 5 bilhões de multa do governo americano (cerca de R$ 19,5 bilhões), por fraude no mercado subprime (crédito de risco concedido a um tomador de empréstimo que não oferece garantias suficientes para se beneficiar da chamada prime rate, a taxa de juros mais vantajosa).

O Credit Suisse foi denunciado, oficialmente, pelo governo suíço por ter acobertado contas de brasileiros no banco, cujos recursos eram frutos de roubo na Petrobras.

Um integrante do Ministério Público, que pediu para não ser identificado, disse que Quintella será chamado para depor na Lava Jato, por conhecer dezenas de clientes que operaram com o Credit Suisse quando o executivo era presidente do banco no Brasil.