Morre aos 56 anos o ex-ministro Gustavo Bebianno, que brigou com o presidente

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Foto de campanha, antes do racha: Bolsonaro faz arminha e Bebianno, papo firme (Foto: INSTAGRAM)

Morreu aos 56 anos o ex-ministro Gustavo Bebianno. Segundo a família, Bebianno sofreu um infarto em seu sítio em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro. O corpo será velado em uma capela vizinha à propriedade rural. Bebianno deixa mulher e dois filhos.

Bebianno conheceu Bolsonaro em 2014, em 2017, começou a prestar serviços como advogado para o então candidato à presidência. Em 2018, assumiu a presidência do PSL e a coordenação da campanha.  Com a vitória, foi promovido a secretário-geral da Presidência, com status de ministro.

Em fevereiro de 2019, foi demitido intempestivamente por atritos com Bolsonaro e os filhos, após reportagens que tratavam de candidaturas "laranjas" no PSL. Chegou ameaçar a "atirar", e declarou à Folha de S. Paulo que o "Brasil precisava saber quem são Bolsonaro e os filhos".

No ano passado, ele se filiou ao PSDB, partido pelo qual pretendia disputar a Prefeitura do Rio, com apoio de Joao Doria, governador de São Paulo. 

Comentava-se à boca miúda no Congresso que Bebianno teria feito um dossiê "com "podres da família Bolsonaro".