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País - Informe JB

Abertura do Carnaval do Crivella foi um vexame, uma praça de guerra em Copacabana

Jornal do Brasil MARCIO GOMES, marcio.gomes@jb.com.br

Quantas vezes será preciso dizer que Copacabana não suporta mais eventos iguais a esse que aconteceu ontem, domingo (12), com o Bloco da Favorita à guisa de abrir o Carnaval do prefeito Crivella, aquele mesmo que odeia Carnaval?

O que se viu nas areias e cercanias da princesinha do mar foi um verdadeiro vexame, cenas que só mancham a já tão combalida imagem do Rio de Janeiro: furtos, brigas, bombas e até assaltos à mão armada. 

Não havia um contingente de policiais militares capaz de conter tamanha multidão. A confusão se estendeu até o Leme e, afora a pancadaria generalizada, havia montanhas de lixo por todo canto, e isso não se pode pôr na conta do prefeito, evidente, mas na da população que não tem educação e joga resíduos no meio da rua. (Se bem que a Prefeitura e o Governo do Estado bem poderiam fazer campanhas educativas sobre isso).

As queixas registradas na 12ª DP (Copacabana) são inúmeras: roubos de toda "sorte": celulares, carteiras, bolsas, tênis e até automóveis.

Vândalos quebraram a vidraça do Hotel Windsor Excelsior. Marginais - alguns travestidos de vendedores ambulantes - arremessaram garrafas de vidro nos carros da PM e da Guarda Municipal.

Mais bomba de efeito moral, mais gás de pimenta!

Correria, confusão e gritaria. A PM e a Guarda Municipal não podem coibir uma meia-dúzia que joga garrafas em direção a seus automóveis com bombas de efeito moral e gás de pimenta que atingem milhares de pessoas - o que só faz aumentar o tumulto. Alguém explique isso a elas, por favor.

Nunca é demais lembrar que a Associação de Moradores de Copacabana e o Ministério Público estadual quiseram proibir o evento na Justiça, mas esta negou os pedidos, o que só aumentou aquela "alegria" natural do prefeito...

Pasme: só havia 231 guardas municipais para conter aquele mundão de gente. Afora a PM, em número bem menor.

O prefeito-folião Crivella não foi visto. A não ser que tenha ido fantasiado.

(Responda a enquete do JB, no "rodapé" da primeira página.)