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Doleiro dos doleiros, Messer fala que pagava propina a procurador da Lava Jato em Curitiba, diz PF

Jornal do Brasil INFORME JB, informejb@jb.com.br

Em mensagens trocadas com sua namorada, a advogada campista Mira Athayde, o "doleiro dos doleiros" Dario Messer diz que pagou propinas mensais ao procurador da República Januário Paludo, que integra a força-tarefa Lava Jato, informa o portal Uol neste sábado. Pagava para ser protegido, não ser preso. Com isso, investigações a seu respeito caminhariam a passos de tartaruga no Paraná, ou como um homem de bengala, entrado em anos.

A conversa do doleiro e a namorada teria acontecido em agosto de 2018. A Polícia Federal do Rio de Janeiro descobriu, durante a operação Patrón, e pôs a bomba num relatório, agora em outubro. A PF, nem toda ela sob Moro, diga-se de passagem, ainda esclarece que se trada de material "grave". "E pede providências", diz o Uol.

A denúncia já seguiu para a Procuradoria Geral da República. O Uol consultou a força-tarefa, antes de publicar, e o grupo da PGR em Curitiba preferiu "não se pronunciar". Afinal, não se tratava de Luiz Inácio Lula da Silva, não seria preciso editar qualquer power point, tampouco requisitar horário livre na viúva Globo News.

Grave: Messer, nas conversas interceptadas pela PF, fala de uma tal "propina dos meninos". Que meninos? Sabe-se que a Lava Jato é integrada por rapazes, não meninos. Fala também o doleiro que uma testemunha contra ele se encontraria com o procurador Paludo, demonstrando também saber da agenda do membro da PGR.

E a namorada do doleiro interpõe:

"Sendo que esse Paludo é destinatário de pelo menos parte da propina paga pelos meninos todo mês."

Segundo a PF, diz o Uol, os "meninos" citados são Claudio Fernando Barbosa de Souza, o Tony, e Vinicius Claret Vieira Barreto, o Juca. Ambos trabalharam com Messer em operações de lavagem de dinheiro investigadas pela Lava Jato do Rio. Depois que foram presos, viraram delatores.

A força-tarefa da Lava Jato respondeu, depois da publicação: repudia suposições infundadas contra o procurador.

E segue o baile, como diria o nosso Boechat.