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Candidato já monta possível governo

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Líder nas pesquisas de intenções de votos ao Planalto, o deputado Jair Bolsonaro, candidato a presidente do PSL, está tão certo da vitória que já começou a montar o que seria um eventual governo seu, caso seja eleito. Bolsonaro não esperou pelo fim do segundo turno para tratar com a bancada ruralista e os deputados ligados ao agronegócio da indicação do futuro ministro da Agricultura.

De acordo com a deputada Teresa Cristina (DEM-MS), líder da Frente Parlamentar Agropecuária, ligada ao agronegócio, Bolsonaro afirmou que, se for eleito, quem vai indicar o próximo ministro da Agricultura serão os parlamentares da bancada do agronegócio. “Ele disse que o próximo ministro seria uma indicação da nossa frente parlamentar”, disse Teresa Cristina. A deputada ressalvou, entretanto, que a indicação vai depender da possibilidade de fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, operação em avaliação pela equipe de Bolsonaro.

Na última sexta-feira, integrantes de ONGs, servidores públicos e políticos se reuniram em frente ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília. Protestaram contra a possibilidade de fusão das duas pastas. “Antes de indicarmos um nome precisamos saber o modelo que será adotado para a pasta, do início do governo em diante”, disse a deputada, que anunciou seu apoio a Bolsonaro antes do primeiro turno. Segundo ela, os parlamentares do setor agora só aguardam um novo convite de Bolsonaro pra tratar do assunto.

O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio Nabhan Garcia, é cotado para o cargo, mas não tem o apoio incondicional da bancada ruralista. O grupo tem predileção por outros nomes, como o do deputado e agora senador eleito Luiz Carlos Heinze (PP-RS). O deputado Patrus Ananias (PT-MG), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário no governo Dilma Rousseff, é crítico da junção dessas áreas. Para ele, colocar a reforma agrária junto com a pasta do agronegócio não vai dar certo. “

Além do ministro indicado pela bancada ruralista, dois outros aliados de Bolsonaro já têm vaga certa em um eventual ministério. O candidato do PSL já anunciou o convite ao deputado gaúcho Onix Lorenzoni (DEM-RS) para ocupar a Casa Civil, principal ministério do governo. Onix foi um dos mais ativos adversários dos governos petistas no Congresso durante os dois mandatos de Lula. Ele participou, como integrante e subrelator, da CPI dos Correios, que originou o chamado mensalão. Outro ministro anunciado por Bolsonaro é o economista Paulo Guedes, um dos formuladores de seu programa de governo. Guedes seria seu ministro da Economia, no comando de uma pasta que reuniria atribuições da Fazenda e do Planejamento.

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