Jornal do Brasil

País - Eleições 2018

Petista defende liberdade de expressão

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Haddad classificou a resposta de Jair Bolsonaro (PSL) à proposta do PT de estabelecer um “pacto” contra a disseminação de mentiras como uma declaração “do nível do candidato”. Na segunda-feira, o presidenciável do PSL chamou Haddad de “canalha” por conta do petista defender o compromisso contra mentiras e, segundo Bolsonaro, ter “inventado” que o adversário vai aumentar o Imposto de Renda dos mais pobres.

Haddad se manifestou contra as críticas direcionadas à jornalista Miriam Leitão na internet após ela ter dito que Bolsonaro precisa “desfazer” seu discurso ao longo do tempo “em favor da ditadura, da tortura”. O petista também repudiou o assassinato de um mestre de capoeira na Bahia ocorrido, segundo Boletim de Ocorrência, após a vítima ter declarado apoio ao PT. “Estamos estendendo a mão para que as regras de convivência sejam respeitadas, para que as pessoas não sejam molestadas, não sejam agredidas pelo que pensam. Ataques virtuais e físicos são ameaças à democracia. A liberdade de expressão tem que ser garantida pelo Brasil”, disse.

Logo depois do resultado do 1º turno das eleições, o comando da campanha de Fernando Haddad, do PT, já começou a mudar a estratégia para o 2º turno, e um dos principais pontos é fazer com que o ex-prefeito ganhe personalidade própria como presidenciável e se desprenda da imagem do ex-presidente Lula. O assunto foi discutido novamente ontem, na reunião ampliada da Executiva Nacional do PT, com a presença de governadores e parlamentares petistas e aliados.

“Acho que o ‘Haddad é Lula’ deu certo no primeiro turno, o povo entendeu, votou, mas no segundo turno é o que o Haddad pode fazer, e não mais o Lula, para melhorar a vida da Dona Maria”, disse o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), reeleito com quase 60% dos votos no primeiro turno. “O Haddad chega ao segundo turno como a substituição do Lula, agora o Haddad do segundo turno é o Haddad”, disse o senador eleito Jaques Wagner (PT-BA), após a reunião em São Paulo que o confirmou na coordenação da campanha do ex-prefeito. A mesma opinião tem o governador do Ceará, Camilo Santana, do PT, reeleito com 79% dos votos.

Em entrevista à Rádio Guaíba, Haddad afirmou que jamais vai “deixar de defender que Lula foi condenado sem provas”. “O que Lula me disse foi para eu ir para a rua e ganhar esta eleição”.Ontem, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR),revelou que Lula mandou um recado a Haddad para que se concentreem sua campanha e não o visitemais na sede dada Polícia Federal.



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