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Fernando Haddad: "Nós vamos para o campo democrático com uma única arma: o argumento"

AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA; FLAVIO FLORIDO -
Fernando Haddad na chegada ao local de eleição
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Ao lado de Manuela D'Ávila, sua candidata a vice, Fernando Haddad fez discurso para militantes petistas e aliados em São Paulo. O ex-prefeito da capital paulista disputará o segundo turno da eleição presidencial com Jair Bolsonaro (PSL). O petista teve 30.643.141 de votos, o equivalente a 28,95%.

"Me sinto extremamente honrado pelos votos que recebi hoje, que garantem o PT no segundo turno", disse Haddad, que tem de tirar uma diferença muito grande para Jair Bolsonaro no segundo turno. O capitão da reserva obteve 48.967.306 votos (46,26%).

Haddad ainda fez um aceno ao centro e falou em 'unir os democratas'. "Queremos unir os democratas do Brasil, os que têm atenção com os mais pobres nesse país tão desigual. Colocamos a soberania nacional e a soberania popular acima de qualquer outro interesse", acrescentou Haddad, que disse já ter conversado com Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL).

"Essa eleição de 2018 coloca muita coisa em jogo, muita coisa em risco. Vamos para o campo democrático com uma única arma: o argumento. Não portamos armas, vamos com a força do argumento para defender o Brasil e seu povo", acrescentou o petista.

Fernando Haddad ainda frisou que, num eventual governo, colocará soberanias nacional e popular "acima de qualquer outro interesse". O petista também destacou que iniciará a campanha em busca da vitória no segundo turno a partir de amanhã. 

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Fernando Haddad na chegada ao local de eleição (Foto: AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA; FLAVIO FLORIDO)

O candidato do PT, contudo, admite que este é um pleito "incomum". "É diferente de tudo que aconteceu de 1989 para cá", admite. Essa eleição de 2018 coloca muita coisa em risco. Diria que o pacto da constituinte de 1988 está em jogo", alardeia. 

O petista garantiu que sua campanha não descambará para o desrespeito nos debates com o adversário. "Nós vamos para o campo democrático com uma única arma: o argumento. Nós não portamos armas", afirmou, alfinetando Jair Bolsonaro.