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Miguel Paiva lança Memória do Traço, nesta quarta, na Travessa Leblon

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O cartunista e artista gráfico Miguel Paiva, 69 anos, consagrado pelas suas criações “Radical Chic”, lançada na revista Domingo do JORNAL DO BRASIL, em 1982, e a sua contraparte, o “Gatão de Meia Idade”, criado dez anos depois, lança nesta quarta-feira, 31 de agosto, a partir das 19 horas, na livraria da Travessa, no Shopping Leblon, o livro “Memória do Traço”.

A obra é uma parceria entre Miguel e seu filho, Vitor Paiva, que conduziu mais de 20 entrevistas e editou o texto final. Memória do Traço conta as diversas épocas vividas pelo cartunista e artista gráfico através de sua trajetória profissional e suas criações, seus personagens e as pessoas com quem cruzou no Brasil e na Europa, desde meados dos anos 1960 até os dias de hoje.

Memória do Traço é uma autobiografia profissional vastamente ilustrada, que documenta não só os trabalhos de Miguel Paiva ao longo de sua carreira, mas também seus encontros e vivências ao lado de nomes como Ziraldo, Jaguar, Ivan Lessa, Sérgio Augusto, Zé Rodrix, Paulo Leminski, Paulo Freire, Rosiska Darcy de Oliveira, Umberto Eco, Carlos Lacerda, Os Mutantes, Quino, Altan, Rubem Braga e muitos outros.

São histórias saborosas ilustradas com algumas das charges mais famosas, como as que voltou a publicar no retorno do JORNAL DO BRASIL às bancas, de fevereiro de 2018 a março deste ano, como a da prisão do ex-governador Luiz Fernando Pezão, e as recentes publicações na edição on line do JB.

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Charge de Miguel Paiva na capa do JB (Foto: Reprodução)

O chargista Miguel Paiva surgiu no lendário jornal O Pasquim, no final dos anos 1960, passando pelo JB onde começou em 1973 com o personagem Capitão Eco, até as publicações online. A estreia no Pasquim ocorreu seis meses após o lançamento e ele ficou até o fim, atuando como correspondente da Itália, até 1980.

Idas e vindas no JB

A ligação com o JORNAL DO BRASIL foi visceral na vida de Miguel Paiva: “Comecei no JB em 1972, ainda na Av. Rio Branco. Mesmo morando na Itália depois continuei publicando ilustrações, cartuns e meus personagens em várias fases. Da Radical Chic, ao gatão de Meia Idade, passando pela Chiquinha e o Capitão Eco, que foi o primeiro personagem. Na última fase do JB impresso estive presente fazendo charges diárias na capa do jornal, além de uma coluna semanal no Caderno B”, comenta com orgulho e saudade.

A Radical Chic foi criada em 1982 para a revista Domingo refletindo a afirmação da mulher na vida brasileira. E virou programa na TV Globo, em 1993, com Andreia Beltrão no papel da “Radical Chic”. O formato do programa, apresentado por Maria Paula era o de um Quiz Show para jovens a partir das histórias da Radical.

Miguel Paiva trabalhou em todos os veículos entre Rio e São Paulo. Na Europa ele teve trabalhos publicados nas principais revistas de quadrinhos. Na televisão além do programa Radical Chic da Rede Globo, ele escreveu roteiros, novelas e dirigiu toda a famosa campanha do Plim- Plim com os cartunistas nos intervalos da programação.

Multimídia, Miguel Paiva escreve ainda para teatro e cinema, incluindo os roteiros dos documentários “Callado”, sobre o escritor Antônio Callado, e “Tente Entender o Que Tento Dizer”, ambos de Emilia Silveira. O “Gatão de Meia Idade” virou peça de teatro em turnê há dois anos pelo país. No momento está em cartaz em São Paulo. Enquanto prepara novos livros, Miguel iniciou a publicação de charges diárias no site Brasil247.